Se eu não morresse nunca ! E eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas. (Cesário Verde 1855-1887)







terça-feira, 18 de agosto de 2015

DIÁRIO DE BORDO: TERÇA-FEIRA 18/08/2015, SÃO TOME - LUANDA



Descobri logo cedo da manhã que o “queijo”, indicado pelo Mendonça, não é aquele laticínio que pensei, mas um ponto da Ilha a 55 km de São Tomé. Desisti do queijo. Resolvi dedicar a manhã à cidade, ao porto, ao mercado, e a tarde ao chocolate.

Deixei meus pertences já arrumados, para o check out à tarde, e saí caminhando em direção ao porto. Não vi grande coisa, além de barcos de pesca. Entrei no mercado, com bastante movimento naquela hora da manha. À procura de frutas e verduras. Também roupas artesanais. Dei um giro e saí.

O cacau brasileiro foi um grande concorrente para a produção de São Tomé e Príncipe.

Parece que o segredo desse melhor chocolate do mundo tem a ver com a produção artesanal de um Claudio Corallo, que controla a qualidade duma produção verticalizada desde a plantação do cacau, com frutos de linhagem especial, até a distribuição em pontos de venda selecionados na Europa, com a marca São Tomé. O Sr Cláudio, 84 anos, português de Sintra, fez questão de conversar comigo, encantado com a visita de um brasileiro. Perguntou sobre o carnaval, o samba e o Pelé. Por delicadeza, elogiei o Eusébio, o “pantera negra” moçambicano. Senti que ganhei o velhinho. Depois de discorrer quase meia hora sobre o Eusébio e as façanhas futebolísticas portuguesas, retornamos às amenidades .

Me garantiu que o segredo da longevidade é o chocolate, o vinho português, e as mulheres da ilha, e perguntou se eu já tinha provado. Aprecio muito o vinho português — respondi — e agora conhecerei este famoso chocolate! Como não mencionei as mulheres da ilha, duas mulatinhas que empacotavam chocolates, me lançaram um olhar bastante hospitaleiro. Homem sério que sou, fiz que não vi.

Fomos ainda visitar rapidamente sua fazenda de cacau selecionado, e aprendi muito sobre esse fruto, características das espécies, manejo da plantação, etc. Conclui que o Sr. Cláudio Corallo não tem tido muitas visitas para dar vazão ao orgulho pelo seu negócio.

Recomendou muito que visitasse sua cidade natal, pois ainda há muitos mistérios na estrada de Sintra, e, entendendo que os chocolates derreteriam na continuação da viagem, preparou uma sacolinha variada, apenas para tomar gosto.


Saí quase as três da tarde, pensando em almoçar no Tété, cozinha africana, especializado em frutos do mar. Descobri que só funciona à noite e, como já não estaria ali,  fui ao Restaurante Porites,  também de cozinha africana.
Simples, acolhedor, funciona o dia todo, a qualquer hora, na orla da baia Ana Chaves. 

Voltei ao hotel para pegar minha maleta e fechar a conta, - o voo para Luanda partiria as 19h – e, no balcão havia três inglesas que acabavam de chegar pelo voo da TAP. Lembrei do Mendonça. Nenhuma das três cozinharia na primeira fervura, mas dariam um bom caldo.




O jovem recepcionista, muito sensível a tudo que acontecia, perguntou se eu não gostaria de ficar mais uns dias no hotel.  Não é questão de gosto — respondi — pois até tomaria gosto, mas minha viagem é longa, e tenho um compromisso em Luanda. Acho que menti nessa parte.

As 19:10 meu voo de duas horas para Luanda partiu. E, ao subir, vendo novamente e pela última vez aquela ilha, fiquei triste, quase sentindo o crescer de uma nostalgia amarga pela certeza de que nunca mais veria essas terras. Com dificuldade de enxergar através da umidade do olhar, me voltei para dentro e lamentei me apegar a desfechos apenas imaginados de futuros não acontecidos. Como nos aprisionamos ao descartar a priori caminhos possíveis, antes mesmo que se nos apresentem!

Chegaríamos em Luanda as dez e pouco, pois estão adiantados em uma hora. Era um Boeing 737, meia boca, quase vazio. De resto, foi tranquilo e o pessoal de bordo muito simpático. Não houve atrasos, o aeroporto é moderno e está sendo ampliado, e vi muitos chineses àquela hora da noite.

Agora, estou acomodado no hotel. Um bom hotel, por sinal, com uma vista bonita da baia. Amanhã tiro uma foto.

Antes de deitar ainda passo os olhos no jornal de Angola, distribuído no voo, a procura de notícias do Brasil.

Só encontro uma: “Dilma e Merkel discutirão investimentos”. Depois dos 7X1 é o mínimo que se espera.

Sem mais, me despeço por hoje. Pois também hoje já é quase amanhã. Boa noite.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

DIÁRIO DE BORDO: SEGUNDA-FEIRA 17/08/2015, SÃO TOME



 Na companhia de Mendonça, - pediu para assim ser chamado -, que se apresentou as nove e meia, numa cruza de buggy com camioneta, a ideia era dar um giro na ilha, parando sempre que desejado. Saímos do hotel quase às 10h e vimos natureza muito bela, parecida com o nosso nordeste. Lembro de alguns nomes, como Ilhéu das Rolas, Boca do Inferno, Praia Jalé, Praia das Conchas, Lagoa Azul. Em cada local tomávamos um refresco com frutas típicas, exceto na praia das Conchas, onde ficamos um pouco mais e tomamos duas cervejas Creola com peixe frito, e sorvete de sap sap. Parece que é graviola, bem bom.

domingo, 16 de agosto de 2015

DIÁRIO DE BORDO: DOMINGO 16/08/2015 LISBOA - SÃO TOMÉ



Antes das oito da manhã eu já estava no Aeroporto, pois o transfer hotel-aeroporto nos exige chegar muito cedo. O voo da TAP partiu de Lisboa no horário, 9h40. Era um Airbus A320, relativamente lotado. De cada lado do corredor havia três assentos, eu no corredor, o do meio vazio, e na janela um senhor português da minha idade, cujo nome não lembro mais, funcionário da ONU/UNICEF e logo estabelecemos conversação. Ele desembarcaria em Acra, envolvido num programa para que Gana deixe de ser “o lixo do mundo”.

sábado, 15 de agosto de 2015

DIÁRIO DE BORDO: SÁBADO 15/08/2015 EM LISBOA




O voo da TAP aterrou às 11h, foi ótimo, e já na partida matei as saudades daquele simpático sotaque português.


Como meu bilhete é para São Tomé, amanhã cedo, a TAP deu cortesia uma diária no Hotel Mundial, com os translados de/para aeroporto. Muito bem localizado, próximo de tudo. Após duas horas da chegada, entre transfer, esperas, check in e acomodação, estava pronto para bater pernas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

VOO TAP ZERO-UM-UM-OITO, EMBARQUE IMEDIATO!



Enquanto espero a chamada para o embarque, sentado comodamente com os pés apoiados sobre minha pequena maleta, sou só antenas captando imagens e sons, movimentos, aromas, tudo.

Ouço, não muito longe, alguém responder — “sou português”. Dito no verdadeiro “português” pronunciado como só os portugueses o fazem dizer.

sábado, 8 de agosto de 2015

UM BOM DOMINGO CHEIRA A MOLHO BOLONHESA




Os cheiros que circulavam na morada de meu pai não eram agradáveis. E seu pequeno e abafado quarto, embora ensolarado e supostamente ventilado, também já cheirava como toda aquela casa. Era o que se poderia esperar de um lar de idosos, e mesmo tendo sido totalmente renovado, paredes pintadas com vinílica, aberturas com esmalte, aquele cheirinho de tinta nova já escapulira pela janela e, pela porta, os residentes velhos cheiros já ocupavam e preenchiam cada canto do ambiente. Por sorte havia uma rotina diária que interrompia por algum tempo aqueles cheiros de fim da vida, mistura de talco com odores acres meio ardentes.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

REMORSO



— Não atira! gritou o Negro, desesperado por não poder fugir da mira daquela espingarda. Se chamava Edgar, Edgard ou Edegar. Afinal, talvez nem ele soubesse dessas possibilidades. Provavelmente tinha sobrenome, mas, sabe-se lá qual seria. Todos o chamavam por Negro. Às vezes, negro Edgar.
Naquela manhã, que quase lhe acertei um tiro, tivemos mais sorte que o pobre João de Barro que eu matei à tarde, praticamente à queima roupa, caindo imóvel na minha frente.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

E SE COMPARTILHÁSSEMOS AUTOMÓVEIS?



A primeira vez que ouvi isso foi na crise do petróleo de 1973, a mais de quarenta anos. O autor não foi Júlio Verne nem Mark Twain que, respectivamente, imaginaram a viagem à lua e uma rede que conectaria o mundo cem anos antes de acontecer, mas alguém já preocupado com práticas sustentáveis quando pensar nisso parecia um desperdício de energia. Aquela ideia, então futurista, é hoje uma prática que se desenvolve rápida e amplamente em vários países – inclusive no Brasil -, através de diferentes sistemas de compartilhamento.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

ATIRAR PEDRAS NA GENI?



Após uma sequência de hostilidades em locais públicos, o ex-ministro Guido Mantega quer dar um basta nessas agressões. Noticia-se que apresentará queixa-crime por injúria, calúnia e difamação, contra o autor dos xingamentos de domingo 28/06, em restaurante de São Paulo, quando almoçava com a esposa. Já houvera semelhantes ocorrências em outro restaurante, em badalado bar da Vila Madalena, e em lanchonete do Hospital Albert Einstein. Nestas, Mantega não conseguiu localizar os autores das ofensas.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

JUNTOS, MAS (BEM) S E P A R A D O S


Pela primeira vez assisto o Fronteiras do Pensamento, neste ano com tema central “COMO VIVER JUNTOS”.

Meu interesse nesse programa capitaneado por importantes entidades privadas nacionais, sempre foi bastante contido. Objetivamente, me satisfaço com o conteúdo divulgado na mídia. Mas, subjetivamente, tenho uma forte restrição, quase hostil, por perceber esse evento como especialmente elitista. E ando numa fase de falta de paciência com as elites brasileiras – às quais me incluo -, por esperar maior engajamento e responsabilidade na transformação social e econômica do país. Apesar dessa reserva lá estava eu na abertura, para a palestra de Richard Dawkins, o príncipe do evolucionismo e arauto do ateísmo radical. Tudo correu muito bem, na organização e conteúdo da palestra.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

ABELHAS DE ALUGUEL E DIVISÃO DO TRABALHO




O aluguel de abelhas, ou colmeias, por apicultores, é uma prática cada vez mais frequente e importante na produção de frutas no país. Para atingir um alto nível de polinização, e o significativo aumento de produtividade das lavouras, mesmo aqueles produtores com apiários próprios tem buscado a prática de alugar colmeias. A reflexão sobre esse tema, remeteu-me à “Terceira Onda”, importante obra de Alvin Tofler da década de 70.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

MOÇÃO DE REPÚDIO À FALTA DE PRODUTIVIDADE



Lendo o JC de 16/04/15 tomei conhecimento que a Câmara Municipal de Porto Alegre, no dia anterior, votou duas moções de repúdio, após duas horas de polarizadas discussões. Uma delas, contra a demora do presidente do STF em dar seguimento a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que trata do fim do financiamento privado às campanhas eleitorais, foi rejeitada, enquanto que a segunda, contra as prisões e cerceamentos políticos supostamente cometidos pelo governo da Venezuela, esta foi aprovada. Apesar de aprovar imensamente o interesse dos vereadores sobre esses assuntos, assim como de todos os brasileiros, me pareceu que tais assuntos deveriam estar na pauta da pausa do cafezinho. Ou na hora do chopinho.

domingo, 14 de dezembro de 2014

PESADELO DE DRAGÃO

Boca seca. Não sede. Só secura. A língua está uma lixa e machuca o céu da boca. O palato. Ao invés de fazer cócegas, arranha. Tive um sonho. Um pesadelo.
Eu era um dragão. Não estava fantasiado, era mesmo um. Não soltava fogo, mas tinha duas cabeças. E nenhum rabo. Então tinha duas frentes e nenhuma traseira. Duas cabeças completas com orelhas, narinas, boca, tocos de guampas. Uma na frente e a outra na outra frente. Quatro patas. Duas voltadas para a frente e duas para a outra frente. Mas uma das cabeças olhava, e se alimentava, do passado. Alimento vencido, esverdeado, podre, vomitado. A outra estava de frente para o futuro e se alimentava dele. Alimento fresco, virgem, não conhecido.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O CORAÇÃO FAZ MERDA

Fiz essa foto de uma parede grafitada nos passeios que ligam as Cinque Terre. Não foi só isso que me chamou atenção, tenho outras fotografias também, de paisagens e locais belíssimos.
O sentido que dei para essa mensagem, absolutamente alinhado com o que penso, é que O CORAÇÃO FAZ MERDA. É claro que não é só o coração que faz merda, nem o coração faz apenasmente merda. Esclareço também que há muita probabilidade do coração fazer merda se o deixarmos só, com seus impulsos determinando diretamente as ações. Portanto, recomendo: não deixe seu coração fazer merda, entre o impulso nascido dos sentimentos e a ação, use o filtro e o caminho da razão.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

AS NEVES DO KILIMANJARO

Um filme bonito e leve, que nos motiva à reflexão.
Destaco uma citação a Jean León Jaurès, socialista francês (1859-1914), que embora reconhecendo a luta de classes, propunha uma revolução social democrática e não violenta. Morreu assassinado.
"Coragem é entender a própria vida, torná-la mais clara e profunda, estabelecê-la e harmonizá-la com a vida em sociedade" (Jaurès)
O filme está disponível para locação em "E o vídeo levou ...".

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

MARINAR, VERBO TRANSITIVO DIRETO




Marina marina o salmão!
Diz o dicionário que “marinar” significa deixar o alimento temperado em repouso antes de leva-lo ao fogo. Pois parece que os candidatos dos partidos hegemônicos estão sendo marinados, e depois serão levados ao fogo.

Vinte anos atrás, numa magnífica aula na UFRGS, o Prof. Francisco de Araújo Santos, filósofo e economista de ideias claras, expunha sua visão de que PT e PSDB tenderiam a ser um dia a grande força nacional de centro-esquerda. Assim como a lembrança, as palavras são minhas. Desde então, temos visto os 2 partidos de semelhantes ideologias colocarem-se em lados antagônicos na política brasileira, exercendo uma alternância de poder que tem exigido coalizões com a maioria dos demais partidos, mesmo com aqueles sem consistência ideológica, que aderem ao ganhador visando a seus próprios interesses. Na troca, viabilizam a “governabilidade”, que sai arranhada e comprometida, pois o funcionamento do governo fica refém de interesses apenas partidários.

Mesmo tendo lutado como irmãos contra a ditadura militar e pelas “diretas já”, PSDB e PT se afastaram e se opuseram com fortes rancores e eternas disputas sobre quem seria o melhor. Se é este ou aquele o pai do Plano Cruzado, ou do Bolsa Família, e por aí adiante. No que realmente importa, como democracia, estabilidade da moeda, programas sociais e crescimento econômico, esses 2 partidos olham na mesmíssima direção, e, talvez a principal diferença está nas classes socioeconômicas que representam.

A notícia boa é que a candidata a “chef” da cozinha brasileira pelos próximos 4 anos, Marina Silva, diz estar empenhada em convidar esses importantes partidos de centro esquerda a participar de seu possível futuro governo. Apesar da falta de estrutura partidária do PSD, ou da Rede Sustentabilidade que ainda não tem registro, e da aparente fragilidade de sua figura física, essa Marina Silva de pouca rejeição política, poderá sim ter forças para nos levar a uma coalizão política de centro-esquerda e nos livrar, quiçá em definitivo, da política do fisiologismo e clientelismo que nos acompanha desde sempre.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

QUEM TEM MEDO DA AMAZON?



Na semana passada fui às compras. Curioso com a entrada da Amazon no mercado brasileiro, escolhi 4 títulos importantes de literatura para enriquecer minha mínima biblioteca e pesquisei  nos sites de 3 livrarias: dessa questionada Amazon e de duas outras que já sou cliente, talvez as maiores do Brasil. Acabei encontrando os 4 títulos na recém chegada ao Brasil e os receberei em casa por R$88,55.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

GRADES DA EXCLUSÃO



Publicado no Jornal do Comercio em 25/08/2014

Poucos anos atrás, tentava-se impedir o acesso e uso como moradia das pontes da Avenida Ipiranga. Já, nestes dias, noticia-se a instalação de grades e estruturas em prédios particulares visando à proteção de seus habitantes contra os chamados moradores de rua. Os motivos que nos levam a evitar essas pessoas não são subjetivos, tampouco irrelevantes. De fato, em face da pobreza desses moradores de rua, pode haver mau cheiro e acúmulo de sujeira onde se estabelecem. Somado ao crescente medo que nos provoca a violência e a insegurança urbana, parecem estar justificadas as ações de segregação que, ao alcance de nossa mão, nos oferecem um alívio imediato.

terça-feira, 29 de julho de 2014

ENTRE OS LEGADOS DA COPA

A imprensa tem noticiado amplamente o afluxo de cidadãos de Gana que, aproveitando a Copa para entrar no Brasil, buscam refúgio em nosso país. Só em Caxias do Sul estariam 200 pessoas em busca do reconhecimento da situação de refugiados e, mais do que isso, de oportunidades de vida digna. De todos os legados da Copa (reais e imaginários), este fato me sensibiliza, orgulha e motiva enormemente para continuar torcendo que nosso país se mantenha como uma referência nos programas de acolhimentos humanitários.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

FEITIÇO DO TEMPO




Tendo lido (e apreciado) o artigo de Contardo Calligaris (Folha de São Paulo, 05/06/2014), psicanalista que escreve às quintas-feiras nesse jornal, procurei o filme referido (Feitiço do Tempo), que foi uma agradável surpresa. Talvez por ter lido antes o artigo.
Nesse artigo, o autor aponta o ato de vida como necessário para nos libertar do tempo, pois a vida nos aprisiona e faz cada dia ou semana parecer igual às anteriores.
Mas, na mesma importância, há uma outra vertente, que é a libertação através da mudança do comportamento centrado em seus interesses (egocentrismo) para o altruísmo (dedicação aos outros).
Assim, uma interpretação possível, é que o personagem do filme só consegue se libertar do “feitiço do tempo”, quanto desenvolve atos de vida altruístas.
Dica: o filme está disponível no NETFLIX.