O aluguel de abelhas, ou
colmeias, por apicultores, é uma prática cada vez mais frequente e importante na
produção de frutas no país. Para atingir um alto nível de polinização, e o
significativo aumento de produtividade das lavouras, mesmo aqueles produtores
com apiários próprios tem buscado a prática de alugar colmeias. A reflexão
sobre esse tema, remeteu-me à “Terceira Onda”, importante obra de Alvin Tofler da
década de 70.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
MOÇÃO DE REPÚDIO À FALTA DE PRODUTIVIDADE
Lendo o JC de 16/04/15 tomei conhecimento que a Câmara
Municipal de Porto Alegre, no dia anterior, votou duas moções de repúdio, após
duas horas de polarizadas discussões. Uma delas, contra a demora do presidente do
STF em dar seguimento a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que trata
do fim do financiamento privado às campanhas eleitorais, foi rejeitada,
enquanto que a segunda, contra as prisões e cerceamentos políticos supostamente
cometidos pelo governo da Venezuela, esta foi aprovada. Apesar de aprovar
imensamente o interesse dos vereadores sobre esses assuntos, assim como de
todos os brasileiros, me pareceu que tais assuntos deveriam estar na pauta da
pausa do cafezinho. Ou na hora do chopinho.
domingo, 14 de dezembro de 2014
PESADELO DE DRAGÃO
Boca seca. Não sede. Só secura. A
língua está uma lixa e machuca o céu da boca. O palato. Ao invés de fazer
cócegas, arranha. Tive um sonho. Um pesadelo.
Eu era um dragão. Não estava
fantasiado, era mesmo um. Não soltava fogo, mas tinha duas cabeças. E nenhum
rabo. Então tinha duas frentes e nenhuma traseira. Duas cabeças completas com
orelhas, narinas, boca, tocos de guampas. Uma na frente e a outra na outra frente.
Quatro patas. Duas voltadas para a frente e duas para a outra frente. Mas uma
das cabeças olhava, e se alimentava, do passado. Alimento vencido, esverdeado,
podre, vomitado. A outra estava de frente para o futuro e se alimentava dele. Alimento
fresco, virgem, não conhecido.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
O CORAÇÃO FAZ MERDA
Fiz essa foto de uma parede grafitada nos passeios que ligam as Cinque Terre. Não foi só isso que me chamou atenção, tenho outras fotografias também, de paisagens e locais belíssimos.
O sentido que dei para essa mensagem, absolutamente alinhado com o que penso, é que O CORAÇÃO FAZ MERDA. É claro que não é só o coração que faz merda, nem o coração faz apenasmente merda. Esclareço também que há muita probabilidade do coração fazer merda se o deixarmos só, com seus impulsos determinando diretamente as ações. Portanto, recomendo: não deixe seu coração fazer merda, entre o impulso nascido dos sentimentos e a ação, use o filtro e o caminho da razão.
O sentido que dei para essa mensagem, absolutamente alinhado com o que penso, é que O CORAÇÃO FAZ MERDA. É claro que não é só o coração que faz merda, nem o coração faz apenasmente merda. Esclareço também que há muita probabilidade do coração fazer merda se o deixarmos só, com seus impulsos determinando diretamente as ações. Portanto, recomendo: não deixe seu coração fazer merda, entre o impulso nascido dos sentimentos e a ação, use o filtro e o caminho da razão.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
AS NEVES DO KILIMANJARO
Um filme bonito e leve, que nos motiva à reflexão.
Destaco uma citação a Jean León Jaurès, socialista francês (1859-1914), que embora reconhecendo a luta de classes, propunha uma revolução social democrática e não violenta. Morreu assassinado.
"Coragem é entender a própria vida, torná-la mais clara e profunda, estabelecê-la e harmonizá-la com a vida em sociedade" (Jaurès)
O filme está disponível para locação em "E o vídeo levou ...".
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
MARINAR, VERBO TRANSITIVO DIRETO
![]() |
| Marina marina o salmão! |
Vinte anos atrás, numa magnífica aula na UFRGS, o
Prof. Francisco de Araújo Santos, filósofo e economista de ideias claras, expunha sua visão de que PT e PSDB
tenderiam a ser um dia a grande força nacional de centro-esquerda. Assim como a
lembrança, as palavras são minhas. Desde então, temos visto os 2 partidos de
semelhantes ideologias colocarem-se em lados antagônicos na política
brasileira, exercendo uma alternância de poder que tem exigido coalizões com a
maioria dos demais partidos, mesmo com aqueles sem consistência ideológica, que
aderem ao ganhador visando a seus próprios interesses. Na troca, viabilizam a
“governabilidade”, que sai arranhada e comprometida, pois o funcionamento do
governo fica refém de interesses apenas partidários.
Mesmo tendo lutado como irmãos
contra a ditadura militar e pelas “diretas já”, PSDB e PT se afastaram e se
opuseram com fortes rancores e eternas disputas sobre quem seria o melhor. Se é
este ou aquele o pai do Plano Cruzado, ou do Bolsa Família, e por aí adiante. No
que realmente importa, como democracia, estabilidade da moeda, programas
sociais e crescimento econômico, esses 2 partidos olham na mesmíssima direção,
e, talvez a principal diferença está nas classes socioeconômicas que
representam.
A notícia boa é que a candidata a
“chef” da cozinha brasileira pelos próximos 4 anos, Marina Silva, diz estar
empenhada em convidar esses importantes partidos de centro esquerda a
participar de seu possível futuro governo. Apesar da falta de estrutura
partidária do PSD, ou da Rede Sustentabilidade que ainda não tem registro, e da
aparente fragilidade de sua figura física, essa Marina Silva de pouca rejeição política, poderá sim ter
forças para nos levar a uma coalizão política de centro-esquerda e nos livrar,
quiçá em definitivo, da política do fisiologismo e clientelismo que nos
acompanha desde sempre.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
QUEM TEM MEDO DA AMAZON?
Na
semana passada fui às compras. Curioso com a entrada da Amazon no mercado
brasileiro, escolhi 4 títulos importantes de literatura para enriquecer minha
mínima biblioteca e pesquisei nos sites de 3 livrarias: dessa questionada
Amazon e de duas outras que já sou cliente, talvez as maiores do Brasil. Acabei
encontrando os 4 títulos na recém chegada ao Brasil e os receberei em casa por
R$88,55.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
GRADES DA EXCLUSÃO
Publicado no Jornal do Comercio em 25/08/2014
Poucos anos atrás, tentava-se impedir o acesso e uso
como moradia das pontes da Avenida Ipiranga. Já, nestes dias, noticia-se a
instalação de grades e estruturas em prédios particulares visando à proteção de
seus habitantes contra os chamados moradores de rua. Os motivos que nos levam a
evitar essas pessoas não são subjetivos, tampouco irrelevantes. De fato, em
face da pobreza desses moradores de rua, pode haver mau cheiro e acúmulo de sujeira
onde se estabelecem. Somado ao crescente medo que nos provoca a violência e a insegurança
urbana, parecem estar justificadas as ações de segregação que, ao alcance de
nossa mão, nos oferecem um alívio imediato.
terça-feira, 29 de julho de 2014
ENTRE OS LEGADOS DA COPA
A imprensa tem noticiado
amplamente o afluxo de cidadãos de Gana que, aproveitando a Copa para entrar no
Brasil, buscam refúgio em nosso país. Só em Caxias do Sul estariam 200 pessoas
em busca do reconhecimento da situação de refugiados e, mais do que isso, de
oportunidades de vida digna. De todos os legados da Copa (reais e imaginários),
este fato me sensibiliza, orgulha e motiva enormemente para continuar torcendo
que nosso país se mantenha como uma referência nos programas de acolhimentos
humanitários.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
FEITIÇO DO TEMPO
Tendo lido (e apreciado) o artigo de Contardo Calligaris (Folha de São Paulo, 05/06/2014),
psicanalista que escreve às quintas-feiras nesse jornal, procurei o filme referido
(Feitiço do Tempo), que foi uma agradável surpresa. Talvez por ter lido antes o
artigo.
Nesse artigo, o
autor aponta o ato de vida como necessário para nos libertar do tempo, pois a
vida nos aprisiona e faz cada dia ou semana parecer igual às anteriores.
Mas, na mesma
importância, há uma outra vertente, que é a libertação através da mudança do
comportamento centrado em seus interesses (egocentrismo) para o altruísmo
(dedicação aos outros).
Assim, uma
interpretação possível, é que o personagem do filme só consegue se libertar do “feitiço
do tempo”, quanto desenvolve atos de vida altruístas.
Dica: o filme está
disponível no NETFLIX.
segunda-feira, 3 de março de 2014
FIM DE TARDE COM TCHEKHOV E PIZZA
Eram em torno das sete da tarde, mais um bocadinho e seria noite. No hemisfério sul, em pleno horário de verão, àquela hora, o sol,
embora já indicasse que mais um dia terminaria, ainda despejava seus raios no
entorno da casa de Ferdinando.
Onde ele estava já havia sombra
dos prédios em frente, e, tirando proveito disso, pois mesmo em um dia
escaldante pode-se tirar proveito do sol – ou de sua ausência -, ele acomodou-se
na pequena área de um minúsculo patamar, em frente à porta principal de sua
casa, em nível superior à rua e seus movimentos. Organizou seu acolhedor
recanto e acomodou-se para apreciar aquele entardecer.
Sentado numa cômoda cadeira de
jardim, aproximou uma pequena mesa de centro, de forma quadrada, que usava para
estender as pernas, e, à sua direita, apoiou no chão de piso cerâmico seu aperitivo
preferido para o verão. Martini branco com uma cereja, três colherinhas de maraschino, e muito gelo. Tudo isso em
uma taça alta bojuda, própria para vinhos. Trouxe também um livro de contos de
Tchekhov, que já o acompanhava pela casa a três ou quatro meses, e que, se
poderia dizer, estava em permanente leitura.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
VANDALISMO
Esses caras fazem um barulho danado e eu lembro do “vândalo” que aprisionei em algum lugar do passado, mas que dá sinal de vida a cada noticiário que vejo.
Em 1968 eu não sabia muito bem porque atirava pedras. Hoje eu saberia, mas estou meio fora de forma. O que não me impede de identificar alguns sentimentos comuns. Além do mais, às vezes, somente a voz das pedras é ouvida.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
SOBRE LOBOS E ESTEPES (MINICONTO)
Eu havia produzido o miniconto abaixo, e me dera por satisfeito:
Novos tempos
"Nas estepes não há mais lobos. Vieram todos para a cidade."
Mas meu amigo, Ferdinando John, preferiu temperá-lo com uma pitada de ideologia. E escreveu:
Modernidade
"Planta-se soja nas estepes. E os lobos a negociam na bolsa."
Novos tempos
"Nas estepes não há mais lobos. Vieram todos para a cidade."
Mas meu amigo, Ferdinando John, preferiu temperá-lo com uma pitada de ideologia. E escreveu:
Modernidade
"Planta-se soja nas estepes. E os lobos a negociam na bolsa."
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
A (meia) GREVE DOS BANCÁRIOS
Publicado originalmente no Jornal do Comercio (RS), em 02/10/2013
( http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=135882)
Anualmente, nesta mesma época, os bancários entram em greve. Por tempo indeterminado, as greves podem durar semanas. E todos os anos fico
tentando descobrir que outras ações, além de parar o atendimento ao público,
são colocadas em prática pela classe e pelo sindicato que a representa. Nada
vejo. A rigor, o sistema
bancário não para. domingo, 29 de setembro de 2013
QUANDO ACORDEI, O DINOSSAURO AINDA ESTAVA LÁ.
Nunca
tive atração por dinossauros. Nem os percebia como animais simpáticos ou merecedores de minha atenção. E se
aparecesse algum na minha frente, não o levaria por compadre. Não que
estivesse a ponto de odiá-los, pois, sem conhecê-los minimamente, me sentia
incapaz desse mau sentimento. Falando francamente, a coisa se resumia na falta
de interesse mesmo, pois esses dinossauros não tiveram nenhum papel em meu
mundo real ou imaginário.
domingo, 25 de agosto de 2013
Para não dizer que não falei de IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS
Publicado originalmente no Jornal do Comércio, em 27/08/2013
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=132839
Vendo a ZH on line de hoje, me fixei na manchete (e foto) da chegada a Porto Alegre dos primeiros profissionais vindos da Argentina para o programa “Mais Médicos”.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
PRESSA (miniconto)
"As velinhas sempre chegam na hora do parabéns. Dão seu show de luzes e vão embora. Nunca podem continuar na festa."
quarta-feira, 19 de junho de 2013
UMA RESPOSTA POSSÍVEL AO MOVIMENTO PASSE LIVRE
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=127079
Nestes dias em que eclodem e persistem movimentos de protesto contra o aumento de passagens do transporte coletivo municipal, tendo como protagonista o MPL (Movimento Passe Livre), fico a remoer permanentemente a notícia que foi publicada em jornal de circulação nacional, em fevereiro deste ano de 2013: “Tallin é a primeira capital europeia com transporte público grátis”.
terça-feira, 1 de maio de 2012
XAMPUS NUNCA ESTÃO SÓS
João Baptista dos Santos Lima. Esse era seu nome. Eu o chamava de Seu Baptista, sem pronunciar o “p”, pois me explicara que aquele “p” era um “p” mudo. Sempre o tratei com muita cerimônia. Primeiro porque usava invariavelmente gravata. Da mesma cor do terno. Azul marinho. Ou azul noite, talvez, pois era um azul muito escuro. Não seria exagero dizer azul marinho noite. E o nó da gravata era bem cheio, com muitas voltas e laços, exigindo um colarinho largo. Formava um triângulo isósceles perfeito, com a parte superior bem maior do que os lados propriamente ditos. Mais tarde vim saber que o nome desse nó era - e ainda é - Windsor, ou Duque de Windsor. Teria sido inventado por Eduardo VIII, que reinou por um curto período em 1936. Um reinado relâmpago. Recentemente desempenhou seu próprio papel no “Discurso do Rei”, muito bom filme, recomendo. Ao final, abdicou por uma mulher. Romantismo ou tolice. Quem sabe?
quarta-feira, 4 de abril de 2012
A PRIMEIRA MONARK A GENTE NÃO ESQUECE
Ferdinando John também gosta de Campari. Não pretendo enumerar ou realçar aqui as muitas coisas que Ferdinando John gosta - e já adianto que são muitas mesmo – mas quero dar ênfase que, assim como eu aprecio um Campari com muito gelo e limão, Ferdinando John também. Não diria que goste mais do que eu. Nem menos. Apenas, como eu, gosta de Campari.
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