Se eu não morresse nunca ! E eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas. (Cesário Verde 1855-1887)







segunda-feira, 22 de agosto de 2016

AUTOESTIMA E (FALTA DE) CONHECIMENTO



Em situações frequentes e historicamente recorrentes — a pouco nas Olimpíadas —, ouve-se muito sobre nosso complexo de vira-latas. Tal complexo seria — na opinião de muitos — uma das principais causas que travam nosso desenvolvimento como povo e nação. Essa expressão, criada por Nelson Rodrigues após a derrota no jogo final da Copa de 1950 para o Uruguai, traduz a “inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo.” E o próprio criador explica que “não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima”.

sábado, 9 de julho de 2016

LIVRO SOCIAL, você já ouviu falar?






Escolhemos o Lar Santo Antônio dos Excepcionais para o teste do projeto "LIVRO SOCIAL". Quer colaborar?

segunda-feira, 30 de maio de 2016

UM ANO QUIXOTESCO



Todo brasileiro conhece algo de Dom Quixote, não é mesmo?
Trinta adaptações para o cinema, sabe-se lá quantas para o teatro — adulto e infantil —, o mesmo para a dança — em vários gêneros —, na música — da ópera de Massenet a Tom Zé —, na literatura infantil — desde Monteiro Lobato às adaptações para HQ —, e na obra original — com dezenas de edições no Brasil —.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

UM PASSEIO PARA NÃO ESQUECER






Olha só o que me aconteceu ontem à noite. Eu tinha relatado em meu blog uma história que se passou lá em Bagé, parece que na década de 90. Meu único interesse era o registro histórico, talvez contar sobre o golpe do baú e da barriga, para que os jovens saibam sobre essas coisas. Só isso. E também postei, no Face, um link para o texto.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

NÃO VAI TER GOLPE !



          

             Não só eu, mas todo mundo se virou para ver quem era o cara que gritou aquilo. Eu reparei que algumas pessoas até sorriram, mas a maioria não! Mesmo as que sorriram, tinham cara de espanto.

terça-feira, 5 de abril de 2016

NEM ANJOS, NEM DEMÔNIOS



Ângelo. Assim a mãe decidiu chamar o primogênito recém-nascido. Ângelo, porque tinha cara de anjo.
Embora a mãe fosse costureira e o pai, torneiro mecânico, Ângelo teve tudo do bom e do melhor. Colégio, livros, tênis, mochila. Bicicleta, bola de futebol. Televisão e videogame. O menino cresceu forte, bom, amoroso. A mãe, com os dedos furados de tantas agulhas, o pai, de pele encardida da graxa das máquinas, acreditavam que o menino teria um futuro brilhante. Coisa de anjo mesmo.

quarta-feira, 30 de março de 2016

NUNCA MAIS!



      


Ivo, Ivan, Nildo, Ildo, também Vanildo. Já se chamara por todos esses nomes, e alguns outros apelidos. Nunca repetia, para evitar conexões indesejadas. Se mudara cinco vezes de casa e três de cidade, sempre fugindo de algo, sempre à procura de algo.
O fato é que Ivanildo ­— assim estava na certidão de nascimento — tinha problemas, não apenas com o nome, mas consigo mesmo. Primeiro e único filho de pais solteiros de baixa renda, perdeu sua primeira infância ouvindo os gritos da mãe enquanto apanhava de forma brutal e cruel, e xingada repetidamente pelas dificuldades da vida. Nunca assistira, pois seu pai — preocupado com ele — o levava para o banheiro com alguns brinquedos. Via apenas as marcas nos dias seguintes, eventualmente o nariz da mãe ainda sangrando.

sábado, 5 de março de 2016

UMA FESTA MUITO LOUCA




— Como é que esses idiotas se dizem especialistas em índios, se não são índios? Epa! Junto àquela parede eu vi uma bunda peluda engatinhando. Quê loucura esta festa!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

MENOS SAL, MENOS RANÇO


Doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, envelhecimento precoce, doenças autoimunes, perturbação à formação óssea e osteoporose, desidratação das células, aumento do fluido circulante no corpo, cálculo renal, doença renal crônica, enfraquecimento do sistema imunológico, cefaleia, delírio, parada respiratória, alterações do paladar, redução do metabolismo celular, colapso renal, acidente vascular cerebral.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

EU E A BARATA

Eu não mato baratas. Digo que as tenho nojo. Isso é parte da verdade, pois, de resto, também tenho pena da matá-las. De uma forma menos intensa, isso ocorre em relação a formigas, moscas, aranhas, quase tudo, menos mosquitos. Esses eu amasso sempre que posso.
Resgatei esse assunto das baratas recentemente, com a ampla divulgação e comemoração do centenário da publicação de “A Metamorfose”, de Kafta, publicado em 1915.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

PROMESSAS PARA O ANO NOVO




Nunca fiz promessas para o ano novo, talvez por isso não tenha atingido resultados melhores. Será? Tomara que sim, pois desta vez vai ser diferente. Neste ano que inicia, eu prometo ler mais, mas prometo mais ainda, reler e fazer novas descobertas no que já li. Prometo ler novamente “Dom Casmurro” e investigar em cada entrelinha se aquela Capitolina deixou alguma pista que justifique as suspeitas de sua possível traição. Já pensou se eu encontro? Prefiro que não.

sábado, 5 de dezembro de 2015

LIVRO DO MÊS: HIBISCO ROXO, de Chimamanda Ngozi Adichie


Na reunião de dezembro do CLUBE DE LEITURA da PALAVRARIA, o tema é HIBISCO ROXO, da Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie
A resenha a seguir, é de ANTÔNIO RISSATO. 



Obra : Hibisco Roxo
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Forma: Narrativa

Ambiente: Nigéria - país da África Ocidental, 923.000km² (~3 x RS), população de 176 milhões > 190 hab/km² (RS=30hab/km²). Ex-colônia inglesa.
Rio Niger > > área próxima ao rio: Niger + Área, em inglês Nigeria (nidgéria)
Capital: Abuja (3.000.000) – maior cidade: Lagos (21.000.000)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

LIVRO DO MÊS: A TRÉGUA, DE MARIO BENEDETTI



Na reunião de novembro do CLUBE DE LEITURA da PALAVRARIA, discutimos "A TRÉGUA". 
A resenha, apresentada a seguir, é de MARIA MARLI RISSATO. 



 A TRÉGUA
Autor : Mario Benedetti
Mario Benedetti foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, sscreveu mais de 80 livros.
Nascimento: 14/setembro/1920, Paso de los Toros, Uruguai
Falecimento: 17/maio/2009, Montevidéu, Uruguai
A Trégua, publicado em 1960, é o mais famoso romance de Mario Benedetti e uma das obras mais importantes da literatura latino-americana contemporânea do século XX.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

LER PARA APRENDER, LER MELHOR PARA CRESCER

Recentemente, o Movimento Educar para Crescer, idealizado por Roberto Civita, com o apoio de dezoito educadores, selecionou e divulgou a lista de 204 obras essenciais, — Livros de uma Vida —, para serem lidas do Ensino Infantil ao Ensino Médio.
Esse Movimento, cujas ações visam a sensibilizar, informar e engajar a sociedade para a importância de uma Educação de qualidade para as crianças e os adolescentes, organizou a seleção sugerindo a leitura de um livro por mês, dos dois aos dezoito anos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A VÍRGULA (autor desconhecido por mim)



Vírgula pode ser uma pausa
ou não.
Não, espere. 
Não espere.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

“NORWEGIAN WOOD”, de Haruki Murakami



SINOPSE:

Durante aterragem do voo em Hamburgo, ao ouvir Norwegian Wood, dos Beatles,  Toru Watanabe recorda-se do seu primeiro amor, Naoko, a namorada do seu melhor amigo Kizuki. Imediatamente regressa aos seus anos de estudante em Tóquio, num mundo de amizades inquietas, sexo casual, paixão, perda e desejo – quando uma impetuosa jovem chamada Midori entra na sua vida e ele tem de escolher entre o futuro e o passado.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

AD GANGA MED BOK I MAGANUM





 A Islândia, país insular situado no Atlântico Norte, com trezentos e poucos mil habitantes, possui um escritor para cada dez habitantes. Diz-se que “todo mundo tem um livro no estômago”, significando também que toda pessoa tem uma história para contar. E, nesta época do ano, as editoras se preparam para o período de alta produção para as vendas de Natal. Nos jornais, blogs e conversas, as recomendações de livros que estão chegando, assumem um lugar importante.

sábado, 29 de agosto de 2015

NO VOO DA TAP, RETORNANDO AO BRASIL

O vôo 117 partiu de Lisboa no horário. No aeroporto tive tempo para comprar 3 livros (1 Saramago + 2 Walter Mãe), 3 canecas estampadas com azulejos e 2 vinhos.
Agora, após 6 horas de voo e um bom almoço, deixando para trás o Atlântico, aproveito o wireless do avião e publico meu texto de conclusão do curso.



"VIAGEM FICCIONAL, UMA BOA NOVA IDÉIA


Soube por um turista coreano, na Copa do Mundo. Disse já ter estado no Brasil em viagem ficcional. Diferentemente das viagens reais e das virtuais, em que ambas visam exclusivamente experiências turísticas, a viagem ficcional surgiu da criação literária. Deve trazer informações verdadeiras sobre os locais visitados, mas também, e principalmente, permitir ao autor a criação de ficções, que não são propriamente mentiras, pois não podem confrontar a realidade e devem ter forte verossimilhança.

Por ex., ao viajar ficcionalmente a Portugal, seria inverdade um encontro com Saramago — falecido em 2010  —, mas podemos ter um encontro inesperado e interessante com a filha de seu personagem Cipriano Algor — uma ficção —. Mesclando relatos jornalísticos e narrativas ficcionais, desenvolvemos criação literária, conduzindo o leitor por novas experiências.

Simultaneamente ao crescente interesse das pessoas em viajar ficcionalmente, também as cidades tem investido em conteúdos na internet, por entender que essa divulgação abre as portas para o turismo presencial.

Como voluntário de um programa de viagens ficcionais, visitei São Tomé, Luanda, Maputo e Lisboa com arredores, escolhi voos e hotéis, estive em lugares, encontrei pessoas, decidi onde comer e passear, como qualquer turista faria. Mas também relatei — em blog e Facebook — e construí personagens, com quem tive conversas agradáveis e enriquecedoras. Ao embarcar de retorno, senti saudades."


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

DIÁRIO DE BORDO: MALAS PRONTAS PARA O RETORNO

Pastelaria de Belém


Hoje pela manhã, sexta-feira, finalizamos o curso com a apresentação do projeto ou texto final elaborado por cada um. Não se tratou de uma avaliação do participante, mas sim oportunizar o autoconhecimento sobre seu modo de operar e sua relação com a escrita. Formalmente, deveríamos elaborar um brevíssimo artigo com não mais de 1200 caracteres, que amanhã publicarei no blog.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

DIÁRIO DE BORDO: O DIA ACABOU EM PIADAS!



Pois hoje, após o término do curso, fomos descontrair no Ti Natércia, um agradável, pequeno e simples restaurante, frequentado pelos lisboetas e atendido pela própria Sra.Natércia, na subida para o Castelo de São Jorge. Diz-se que é onde se come o melhor bacalhau de Lisboa. Mas isso todos dizem, e todos são ótimos. Nosso alegre e faminto grupo era de 3 portugueses, 1 espanhol e eu. Havíamos reservado, mas chegamos um pouco cedo, antes das seis, e não estava ainda aberto.Mas em 10 min a simpática e eloquente Sra. Natércia nos abriu as portas, indicando a mesa que nos aguardava.