Em
situações frequentes e historicamente recorrentes — a pouco nas Olimpíadas —,
ouve-se muito sobre nosso complexo de vira-latas. Tal complexo seria — na
opinião de muitos — uma das principais causas que travam nosso desenvolvimento
como povo e nação. Essa expressão, criada por Nelson Rodrigues após a derrota no
jogo final da Copa de 1950 para o Uruguai, traduz a “inferioridade em que o
brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo.” E o próprio
criador explica que “não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a
autoestima”.
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
sábado, 9 de julho de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
UM ANO QUIXOTESCO
Todo brasileiro conhece algo de
Dom Quixote, não é mesmo?
Trinta adaptações para o cinema,
sabe-se lá quantas para o teatro — adulto e infantil —, o mesmo para a dança — em
vários gêneros —, na música — da ópera de Massenet a Tom Zé —, na literatura
infantil — desde Monteiro Lobato às adaptações para HQ —, e na obra original —
com dezenas de edições no Brasil —.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
UM PASSEIO PARA NÃO ESQUECER
Olha só o que me aconteceu ontem à noite. Eu tinha
relatado em meu blog uma história que se passou lá em Bagé, parece que na
década de 90. Meu único interesse era o registro histórico, talvez contar sobre
o golpe do baú e da barriga, para que os jovens saibam sobre essas coisas. Só
isso. E também postei, no Face, um link para o texto.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
NÃO VAI TER GOLPE !
Não
só eu, mas todo mundo se virou para ver quem era o cara que gritou aquilo. Eu
reparei que algumas pessoas até sorriram, mas a maioria não! Mesmo as que
sorriram, tinham cara de espanto.
terça-feira, 5 de abril de 2016
NEM ANJOS, NEM DEMÔNIOS
Ângelo. Assim
a mãe decidiu chamar o primogênito recém-nascido. Ângelo, porque tinha cara de
anjo.
Embora a mãe
fosse costureira e o pai, torneiro mecânico, Ângelo teve tudo do bom e do
melhor. Colégio, livros, tênis, mochila. Bicicleta, bola de futebol. Televisão
e videogame. O menino cresceu forte, bom, amoroso. A mãe, com os dedos furados
de tantas agulhas, o pai, de pele encardida da graxa das máquinas, acreditavam
que o menino teria um futuro brilhante. Coisa de anjo mesmo.
quarta-feira, 30 de março de 2016
NUNCA MAIS!
Ivo, Ivan, Nildo, Ildo, também Vanildo. Já se chamara por todos esses nomes, e alguns outros apelidos. Nunca repetia, para evitar conexões indesejadas. Se mudara cinco vezes de casa e três de cidade, sempre fugindo de algo, sempre à procura de algo.
O fato é que
Ivanildo — assim estava na certidão de nascimento — tinha problemas, não
apenas com o nome, mas consigo mesmo. Primeiro e único filho de pais solteiros
de baixa renda, perdeu sua primeira infância ouvindo os gritos da mãe enquanto
apanhava de forma brutal e cruel, e xingada repetidamente pelas dificuldades da
vida. Nunca assistira, pois seu pai — preocupado com ele — o levava para o
banheiro com alguns brinquedos. Via apenas as marcas nos dias seguintes,
eventualmente o nariz da mãe ainda sangrando.
sábado, 5 de março de 2016
UMA FESTA MUITO LOUCA
— Como é que esses idiotas se dizem especialistas em índios, se não são índios? Epa! Junto àquela parede eu vi uma bunda peluda engatinhando. Quê loucura esta festa!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
MENOS SAL, MENOS RANÇO
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Doenças
cardiovasculares, hipertensão arterial, envelhecimento precoce, doenças
autoimunes, perturbação à formação óssea e osteoporose, desidratação das
células, aumento do fluido circulante no corpo, cálculo renal, doença renal
crônica, enfraquecimento do sistema imunológico, cefaleia, delírio, parada
respiratória, alterações do paladar, redução do metabolismo celular, colapso
renal, acidente vascular cerebral.
|
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
EU E A BARATA
Eu não mato baratas. Digo que as tenho nojo. Isso é parte da verdade,
pois, de resto, também tenho pena da matá-las. De uma forma menos
intensa, isso ocorre em relação a formigas, moscas, aranhas, quase tudo,
menos mosquitos. Esses eu amasso sempre que posso.
Resgatei esse assunto das baratas recentemente, com a ampla divulgação e comemoração do centenário da publicação de “A Metamorfose”, de Kafta, publicado em 1915.
Resgatei esse assunto das baratas recentemente, com a ampla divulgação e comemoração do centenário da publicação de “A Metamorfose”, de Kafta, publicado em 1915.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
PROMESSAS PARA O ANO NOVO
Nunca fiz
promessas para o ano novo, talvez por isso não tenha atingido resultados
melhores. Será? Tomara que sim, pois desta vez vai ser diferente. Neste ano que
inicia, eu prometo ler mais, mas prometo mais ainda, reler e fazer novas
descobertas no que já li. Prometo ler novamente “Dom Casmurro” e investigar em
cada entrelinha se aquela Capitolina deixou alguma pista que justifique as
suspeitas de sua possível traição. Já pensou se eu encontro? Prefiro que não.
sábado, 5 de dezembro de 2015
LIVRO DO MÊS: HIBISCO ROXO, de Chimamanda Ngozi Adichie
Na reunião de dezembro do CLUBE DE LEITURA da PALAVRARIA, o tema é HIBISCO ROXO, da Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie
A resenha a seguir, é de ANTÔNIO RISSATO.
Obra : Hibisco Roxo
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Forma: Narrativa
Ambiente: Nigéria - país da África
Ocidental, 923.000km² (~3 x RS), população de 176 milhões > 190 hab/km²
(RS=30hab/km²). Ex-colônia inglesa.
Rio Niger > > área próxima ao rio: Niger + Área, em
inglês Nigeria (nidgéria)
Capital: Abuja (3.000.000) – maior cidade: Lagos (21.000.000)
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
LIVRO DO MÊS: A TRÉGUA, DE MARIO BENEDETTI
Na reunião de novembro do CLUBE DE LEITURA da PALAVRARIA, discutimos "A TRÉGUA".
A resenha, apresentada a seguir, é de MARIA MARLI RISSATO.
A TRÉGUA
Autor : Mario Benedetti
Mario Benedetti
foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, sscreveu
mais de 80 livros.
Nascimento: 14/setembro/1920, Paso de los Toros, Uruguai
A Trégua,
publicado em 1960, é o mais famoso romance de Mario Benedetti e uma das obras
mais importantes da literatura latino-americana contemporânea do século XX.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
LER PARA APRENDER, LER MELHOR PARA CRESCER
Recentemente, o Movimento Educar para Crescer, idealizado por Roberto
Civita, com o apoio de dezoito educadores, selecionou e divulgou a lista
de 204 obras essenciais, — Livros de uma Vida —, para serem lidas do
Ensino Infantil ao Ensino Médio.
Esse Movimento, cujas ações visam a sensibilizar, informar e engajar a
sociedade para a importância de uma Educação de qualidade para as
crianças e os adolescentes, organizou a seleção sugerindo a leitura de
um livro por mês, dos dois aos dezoito anos.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
“NORWEGIAN WOOD”, de Haruki Murakami
SINOPSE:
Durante aterragem do voo em
Hamburgo, ao ouvir Norwegian Wood, dos Beatles, Toru Watanabe recorda-se do seu primeiro amor,
Naoko, a namorada do seu melhor amigo Kizuki. Imediatamente regressa aos seus
anos de estudante em Tóquio, num mundo de amizades inquietas, sexo casual, paixão,
perda e desejo – quando uma impetuosa jovem chamada Midori entra na sua vida e
ele tem de escolher entre o futuro e o passado.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
AD GANGA MED BOK I MAGANUM
A Islândia, país insular situado
no Atlântico Norte, com trezentos e poucos mil habitantes, possui um escritor
para cada dez habitantes. Diz-se que “todo mundo tem um livro no estômago”,
significando também que toda pessoa tem uma história para contar. E, nesta
época do ano, as editoras se preparam para o período de alta produção para as
vendas de Natal. Nos jornais, blogs e conversas, as recomendações de livros que
estão chegando, assumem um lugar importante.
sábado, 29 de agosto de 2015
NO VOO DA TAP, RETORNANDO AO BRASIL
Agora, após 6 horas de voo e um bom almoço, deixando para trás o Atlântico, aproveito o wireless do avião e publico meu texto de conclusão do curso.
"VIAGEM FICCIONAL, UMA BOA NOVA IDÉIA
Soube por um turista coreano, na
Copa do Mundo. Disse já ter estado no Brasil em viagem ficcional.
Diferentemente das viagens reais e das virtuais, em que ambas visam
exclusivamente experiências turísticas, a viagem ficcional surgiu da criação
literária. Deve trazer informações verdadeiras sobre os locais visitados, mas
também, e principalmente, permitir ao autor a criação de ficções, que não são
propriamente mentiras, pois não podem confrontar a realidade e devem ter forte
verossimilhança.
Por ex., ao viajar ficcionalmente
a Portugal, seria inverdade um encontro com Saramago — falecido em 2010 —, mas podemos ter um encontro inesperado e
interessante com a filha de seu personagem Cipriano Algor — uma ficção —. Mesclando relatos jornalísticos e narrativas
ficcionais, desenvolvemos criação literária, conduzindo o leitor por novas
experiências.
Simultaneamente ao crescente interesse
das pessoas em viajar ficcionalmente, também as cidades tem investido em conteúdos
na internet, por entender que essa divulgação abre as portas para o turismo
presencial.
Como voluntário de um programa de
viagens ficcionais, visitei São Tomé, Luanda, Maputo e Lisboa com arredores, escolhi
voos e hotéis, estive em lugares, encontrei pessoas, decidi onde comer e passear,
como qualquer turista faria. Mas também relatei — em blog e Facebook — e
construí personagens, com quem tive conversas agradáveis e enriquecedoras. Ao embarcar de retorno, senti saudades."
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
DIÁRIO DE BORDO: MALAS PRONTAS PARA O RETORNO
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| Pastelaria de Belém |
Hoje pela manhã, sexta-feira, finalizamos
o curso com a apresentação do projeto ou texto final elaborado por cada um. Não se tratou de
uma avaliação do participante, mas sim oportunizar o autoconhecimento sobre seu modo de operar e sua
relação com a escrita. Formalmente, deveríamos elaborar um brevíssimo artigo com não mais de
1200 caracteres, que amanhã publicarei no blog.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
DIÁRIO DE BORDO: O DIA ACABOU EM PIADAS!
Pois hoje, após o término do curso, fomos
descontrair no Ti Natércia, um agradável, pequeno e simples restaurante, frequentado pelos
lisboetas e atendido pela própria Sra.Natércia, na subida para o Castelo de São
Jorge. Diz-se que é onde se come o melhor bacalhau de Lisboa. Mas isso todos dizem,
e todos são ótimos. Nosso alegre e faminto grupo era de 3 portugueses, 1
espanhol e eu. Havíamos reservado, mas chegamos um pouco cedo, antes das seis,
e não estava ainda aberto.Mas em 10 min a simpática e eloquente Sra. Natércia
nos abriu as portas, indicando a mesa que nos aguardava.
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