Tomei emprestado ao filósofo do
Direito Ronald Dworkin o título de seu artigo para lançar um olhar à “Lei
Rouanet”. Defendida com unhas e dentes por muitos e execrada por outros tantos,
essa lei de 1991 instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).
Considerada o “principal mecanismo de fomento à Cultura do Brasil”, conforme o
site do Ministério da Cultura, a Lei Rouanet estabelece as normativas de como o
Governo Federal deve disponibilizar recursos para a realização de projetos
artístico-culturais.
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
MAS NÃO SE MATA CAVALO?
As lutas de MMA, cada vez
mais divulgadas em nosso país e muito apreciadas por alguns públicos, me remetem
sempre ao romance do americano Horace McCoy, “Mas não se mata cavalo?”.
Publicado em 1935, época da depressão nos EUA, tem como cenário as competições
de resistência em maratonas de dança, que premiavam o casal que conseguia ficar
em pé depois de vinte, trinta ou mais horas na pista.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Indicação de leitura: TERAPIA, David Lodge
Sinopse
"Laurence Passmore tem uma vida invejável, um carro de sonho, uma vivenda fabulosa em Rummidge, um apartamento de luxo em Londres, dois filhos adultos e felizes, um casamento estável e sexualmente activo, uma amante platónica e a paternidade de uma série televisiva de sucesso que o tornou praticamente rico.
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Indicação de filme: O CIDADÃO ILUSTRE
Daniel Mantovani (Oscar Martínez), escritor argentino radicado há 40 anos na Europa, sem nunca ter retornado à sua terra natal, é vencedor do Prêmio Nobel. Aceitando o convite para receber a homenagem e o título de Cidadão Ilustre da Cidade, retorna ao povoado onde nasceu e que inspirou a maioria de seus livros.
Sua ilustre visita desencadeará situações complicadas entre ele e o povo local.
Disponível na NETFLIX.
Veja o "trailer". https://www.youtube.com/watch?v=joHFWAKwsOo
sábado, 14 de julho de 2018
TERRA, PLANETA LIXO
O modelo de produção usado desde a Revolução Industrial
consiste em transformar a natureza em lixo. Essa é a convicção que ficamos ao
ler “Capitalismo Natural”, de Paul Hawken. De fato, as cadeias de produção nos
oferecem quaisquer tipos de produtos para o bem-estar material, que, mais tempo
menos tempo, dependendo do nível de reciclagem, serão descartados como lixo.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
TERAPIA PELA ESCRITA
A terapia de escrita, writing therapy
ou expressive writing, é uma forma de terapia pela expressão,
que usa o ato de escrever e processar a palavra escrita como terapia.
A maioria de nossos transtornos
psicológicos decorre de traumas decorrentes de algum evento passado, devido ao
significado que demos a isso. As terapias através da expressão nos permitem reviver
aquele evento, para que possamos dar um novo significado e tornar suportável
aquela experiência geradora de trauma. Ao ressignificar um evento traumático,
mudamos nossas emoções frente àquilo, e passamos a viver em paz com aquela
experiência até então dolorosa, como se reescrevêssemos a nossa história.
Como tratamento clínico, já
largamente usado em muitos países, a terapia pela escrita já é uma ciência e,
como tal, submete-se às práticas recomendadas pelos estudos e experiências.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
QUAL É MESMO O VALOR DO DIREITO?
Tomando o Direito como “o conjunto de normas jurídicas de uma
nação” — essa é uma definição facilmente inteligível, embora de âmbito limitado
—, fica fácil constatar que o Brasil tem Direito por todos os lados e para
todos os gostos. Mas para que serve o Direito? Ora, não apenas o homem médio,
mas qualquer cidadão dirá — ou entenderá — que o Direito serve para fazer
Justiça.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
ALTERAÇÃO DE QUADRO
Antes de atender o telefone fixo tocando alto, olhei para o
relógio de parede, exatamente sete horas. Sexta-feira, sete horas da manhã.
Interrompi o café e atravessei a sala já sabendo o que seria.
— Alô!
— Bom dia! Aqui é do Hospital Ernesto Dorneles, gostaria de
falar com o Senhor Miguel Zabalea.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
SALA DE EMBARQUE, em vendas na Editora Metamorfose
http://www.editorametamorfose.com.br/945/sala-de-embarque
O geólogo João Camilo, ao insistir numa tese de mestrado
atípica, não imaginava que a pesquisa de campo durante 30 dias num aeroporto
provocasse um reencontro tão intenso com seus conflitos pessoais.
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
AUTOESTIMA E (FALTA DE) CONHECIMENTO
Em
situações frequentes e historicamente recorrentes — a pouco nas Olimpíadas —,
ouve-se muito sobre nosso complexo de vira-latas. Tal complexo seria — na
opinião de muitos — uma das principais causas que travam nosso desenvolvimento
como povo e nação. Essa expressão, criada por Nelson Rodrigues após a derrota no
jogo final da Copa de 1950 para o Uruguai, traduz a “inferioridade em que o
brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo.” E o próprio
criador explica que “não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a
autoestima”.
sábado, 9 de julho de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
UM ANO QUIXOTESCO
Todo brasileiro conhece algo de
Dom Quixote, não é mesmo?
Trinta adaptações para o cinema,
sabe-se lá quantas para o teatro — adulto e infantil —, o mesmo para a dança — em
vários gêneros —, na música — da ópera de Massenet a Tom Zé —, na literatura
infantil — desde Monteiro Lobato às adaptações para HQ —, e na obra original —
com dezenas de edições no Brasil —.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
UM PASSEIO PARA NÃO ESQUECER
Olha só o que me aconteceu ontem à noite. Eu tinha
relatado em meu blog uma história que se passou lá em Bagé, parece que na
década de 90. Meu único interesse era o registro histórico, talvez contar sobre
o golpe do baú e da barriga, para que os jovens saibam sobre essas coisas. Só
isso. E também postei, no Face, um link para o texto.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
NÃO VAI TER GOLPE !
Não
só eu, mas todo mundo se virou para ver quem era o cara que gritou aquilo. Eu
reparei que algumas pessoas até sorriram, mas a maioria não! Mesmo as que
sorriram, tinham cara de espanto.
terça-feira, 5 de abril de 2016
NEM ANJOS, NEM DEMÔNIOS
Ângelo. Assim
a mãe decidiu chamar o primogênito recém-nascido. Ângelo, porque tinha cara de
anjo.
Embora a mãe
fosse costureira e o pai, torneiro mecânico, Ângelo teve tudo do bom e do
melhor. Colégio, livros, tênis, mochila. Bicicleta, bola de futebol. Televisão
e videogame. O menino cresceu forte, bom, amoroso. A mãe, com os dedos furados
de tantas agulhas, o pai, de pele encardida da graxa das máquinas, acreditavam
que o menino teria um futuro brilhante. Coisa de anjo mesmo.
quarta-feira, 30 de março de 2016
NUNCA MAIS!
Ivo, Ivan, Nildo, Ildo, também Vanildo. Já se chamara por todos esses nomes, e alguns outros apelidos. Nunca repetia, para evitar conexões indesejadas. Se mudara cinco vezes de casa e três de cidade, sempre fugindo de algo, sempre à procura de algo.
O fato é que
Ivanildo — assim estava na certidão de nascimento — tinha problemas, não
apenas com o nome, mas consigo mesmo. Primeiro e único filho de pais solteiros
de baixa renda, perdeu sua primeira infância ouvindo os gritos da mãe enquanto
apanhava de forma brutal e cruel, e xingada repetidamente pelas dificuldades da
vida. Nunca assistira, pois seu pai — preocupado com ele — o levava para o
banheiro com alguns brinquedos. Via apenas as marcas nos dias seguintes,
eventualmente o nariz da mãe ainda sangrando.
sábado, 5 de março de 2016
UMA FESTA MUITO LOUCA
— Como é que esses idiotas se dizem especialistas em índios, se não são índios? Epa! Junto àquela parede eu vi uma bunda peluda engatinhando. Quê loucura esta festa!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
MENOS SAL, MENOS RANÇO
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Doenças
cardiovasculares, hipertensão arterial, envelhecimento precoce, doenças
autoimunes, perturbação à formação óssea e osteoporose, desidratação das
células, aumento do fluido circulante no corpo, cálculo renal, doença renal
crônica, enfraquecimento do sistema imunológico, cefaleia, delírio, parada
respiratória, alterações do paladar, redução do metabolismo celular, colapso
renal, acidente vascular cerebral.
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
EU E A BARATA
Eu não mato baratas. Digo que as tenho nojo. Isso é parte da verdade,
pois, de resto, também tenho pena da matá-las. De uma forma menos
intensa, isso ocorre em relação a formigas, moscas, aranhas, quase tudo,
menos mosquitos. Esses eu amasso sempre que posso.
Resgatei esse assunto das baratas recentemente, com a ampla divulgação e comemoração do centenário da publicação de “A Metamorfose”, de Kafta, publicado em 1915.
Resgatei esse assunto das baratas recentemente, com a ampla divulgação e comemoração do centenário da publicação de “A Metamorfose”, de Kafta, publicado em 1915.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
PROMESSAS PARA O ANO NOVO
Nunca fiz
promessas para o ano novo, talvez por isso não tenha atingido resultados
melhores. Será? Tomara que sim, pois desta vez vai ser diferente. Neste ano que
inicia, eu prometo ler mais, mas prometo mais ainda, reler e fazer novas
descobertas no que já li. Prometo ler novamente “Dom Casmurro” e investigar em
cada entrelinha se aquela Capitolina deixou alguma pista que justifique as
suspeitas de sua possível traição. Já pensou se eu encontro? Prefiro que não.
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